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Ateliê da

Carolina Gomes


 

Meu ateliê fica na minha casa e é meu refúgio artístico. A arte, desde a infância, me ajuda a encarar a realidade de uma forma mais leve mesmo em momentos complicados. Criatividade sempre foi meu porto seguro de cura, ressignificações e liberdade de expressão. Com as minhas joias, busco inspirar as pessoas para uma vida mais criativa, busco instigar o olhar curioso, o imaginar. Vejo a imaginação como uma preciosidade! Trazer um toque mágico e alegre à realidade nua é uma virtude humana.

Minha linguagem reflete o que enxergo sobre esse grande mistério que é a vida: vários elementos particulares em coexistência formando um todo. Não acredito em uma realidade padronizada porque ela não é real. A humanidade, a natureza, a existência, são fluidas, caóticas, espetacularmente e assustadoramente múltiplas.

 

A beleza dessa diversidade corporificou na minha joalheria. Através de contrastes, assimetrias, combinações de texturas e cores, brilho e fosco, opaco e transparente, dinâmicas espaciais. Cada joia é única, feita com a liberdade de formas, como um organismo vivo com existência própria e particular. Para vestir um corpo e uma vivência única. 


 

Minha atual coleção em andamento é inspirada pela intrigante vida marinha, incluindo os recifes de corais. A temática marinha é para mim uma memória afetiva de paz e um universo riquíssimo de detalhes e belezas.

Atualmente tenho trabalhado com polymer clay, prata, resina e pintura. Polymer clay é uma cerâmica plástica, uma argila polimérica que, após ser modelada e curada no forno, se torna firme e resistente. Modelo à mão cada joia, uma a uma e, em processo escultural, algumas peças são estruturadas com arame. Após dar a forma, texturizar, pintar, pigmentar, curar no forno e lixar, começo o processo com a resina. São várias camadas até conseguir o efeito de água e gotas. Gosto da sensação de que a joia está viva, molhada. A camada transparente traz uma leveza e modernidade. Finalizo a peça com as montagens necessárias e, às vezes, com estruturas de prata e alguns fechos de ímãs. 

Cada joia nasce de uma ideia, por vezes de um esboço, mas é no fazer que suas formas vão sendo esculpidas. Amo a plasticidade e o experienciar do processo com a cerâmica plástica. Posso passar horas modelando, fazendo texturas, furo por furo, e isso me acalma, me alivia a ansiedade,  como um momento de meditação. A minha joalheria contemporânea é a ampliação da personalidade através da ornamentação do corpo com objetos joias de narrativas e preciosidades plurais. Meu ateliê é um mergulho em mim mesma, em observações, em sensibilidades estéticas. É meu espaço, terapia, criativo onde, inspirada por memórias e a natureza, dou vida às imaginações. 

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IDEALIZAÇÃO: CHRISSIE BARBAN & JOSETTE BARBAN | DIREÇÃO DE ARTE: POHL | REDAÇÃO: LEANDRO BUARQUE